Habilidades para lidar com o envelhecer bem

Envelhecer é uma experiência que se inicia no momento em que nascemos. Vamos perceber o efeito do tempo a partir das mudanças dos papéis sociais (aposentadoria, saída dos filhos de casa e a chegada dos netos). 

Além disso, por meio das mudanças no corpo e das perdas que fazem pensar na finitude.  Pessoas neste lugar de liderança devem ter isso muito claro, pois o envelhecimento é muito diverso e único. 

É uma fase cheia de alterações, transições e, inevitavelmente, de incertezas. A necessidade de lidar com as situações vivenciadas pode levar as pessoas a buscar soluções de como viver essa fase de forma mais saudável. Isso é ótimo! 

Porém, é preciso entender que o envelhecimento é influenciado por genética, cultura, ambiente, personalidade, crenças e história de vida. Portanto, não existe um modelo único aplicado a todos de como envelhecer bem. É necessário olhar para dentro de si, da sua história, dos seus valores e suas necessidades para, assim, construir o caminho da sua longevidade.

Você pode contribuir para que as pessoas desenvolvam algumas habilidades que poderão ajudá-las a lidar com as suas reações diante das incertezas. 

Uma delas é a resiliência, que é a capacidade  de lidar com as adversidades. Ou seja,  compreender e reconhecer o problema para enfrentá-lo e mobilizar recursos para superá-lo.  

Isso não significa que não será afetado pela adversidade. Mas que, apesar das emoções (nem sempre agradáveis) geradas, a pessoa vai se reinventar, se adaptar e solucioná-la de forma criativa.

A resiliência não é repressão, jogar o problema para baixo do tapete e colocar uma fachada de força e felicidade. Mas sim, o trabalho de reconhecer as emoções e pensamentos que trouxeram algum sofrimento, mágoa e tristeza e ressignificá-los, buscando por novas perspectivas. Você, como líder, pode desenvolver resiliência nas pessoas, pedindo que relatem essas emoções nos encontros com o grupo.

Outra habilidade importante é a flexibilidade mental. É a capacidade de estar em contato com o momento presente e aceitar os sentimentos, pensamentos e a situação em que se encontra. Isso ajuda a equilibrar os desejos e as necessidades que surgem nos diversos momentos da vida. Além disso, contribui para traçar o caminho em direção aos seus objetivos, sem deixar que os impulsos direcionem as decisões. 

Também é importante ter consciência dos próprios limites e reconhecer o que se pode e o que não se pode mudar. 

O uso da palavra, as atitudes e comportamentos, além da interpretação da situação, são exemplos do que pode mudar. O passado, os eventos do mundo, os erros, as opiniões dadas, entre outras situações são exemplos do que não se pode mudar.

A flexibilidade mental é a base para a resiliência e a adaptação às situações inesperadas. Ser resiliente ajuda a elaborar as emoções nem sempre desejáveis, como a tristeza, angústia, desamparo etc. Assim, enfrenta um novo contexto, com soluções criativas e mais alinhadas aos valores de cada um. 

Para desenvolver a resiliência e a flexibilidade, é preciso se conhecer, focando no aqui e agora.

Uma das formas para aprender a focar no presente e observar os sentimentos, pensamentos e crenças é a meditação. Pode ser algo muito simples, como ficar em silêncio por alguns minutos, ouvir uma música que traga tranquilidade, ou buscar uma meditação guiada. 

Essas são as possibilidades para se trabalhar com grupos de pessoas, na perspectiva de desenvolver habilidades que farão toda diferença na longevidade de cada um. 

Por: Ana Paula Lage

INICIATIVA

E-book: Atenção Centrada https://www.nescon.medicina.ufmg.br/biblioteca/imagem/4094.pdf

SAIBA MAIS

Filme

Mãos talentosas: A história de Ben Carson (2009). Disponível na Netflix. 

Headspace – Meditação Guiada (2021). Disponível na Netflix 

 

 

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