A importância da autonomia e independência

A forma como cada pessoa envelhece é singular e relacionada a muitos fatores. Podemos citar genética, condições sociais e econômicas, hábitos de vida e fatores culturais. Saúde não se trata simplesmente da ausência de doenças. Por isso, funcionalidade, autonomia e independência são aspectos importantes para a longevidade saudável. Vamos entender cada um deles!

FUNCIONALIDADE: capacidade de realizar as atividades de vida diária. Como tomar banho, comer, vestir, ir ao banheiro, deslocar-se de um lugar para outro e controlar os esfíncteres, etc. 

A avaliação da funcionalidade é muito utilizada para planejar tratamentos e cuidados necessários às pessoas idosas. Ela está relacionada à autonomia e à independência. Ou seja, à capacidade de gerir a própria vida e de cuidar de si, mesmo tendo algum adoecimento.

AUTONOMIA: é o autogoverno, a capacidade de tomar decisões, estabelecer e seguir suas próprias regras. Para que a autonomia possa ser exercida, é necessário que estejam preservados o humor e a cognição. Essa última é a habilidade de lidar com diferentes estímulos e informações, manter a atenção e recorrer à memória. Sempre que possível, ela deve ser estimulada e respeitada, mesmo que a pessoa se encontre total ou parcialmente dependente para executar as ações. Por exemplo, um idoso que, após um Acidente Vascular Cerebral (derrame), apresenta limitação em sua mobilidade e precisa de ajuda para tomar banho mas consegue decidir o horário, de que modo realizar a higiene do seu corpo, a roupa que prefere vestir. Ou seja, é uma pessoa dependente, mas que tem autonomia.

INDEPENDÊNCIA: capacidade de realizar algo com os próprios meios, de executar as atividades de vida diária, sem a ajuda de outra pessoa. Para que a independência possa ser vivida, é necessário que as funções relacionadas à mobilidade e à comunicação estejam preservadas. Ela pode ser incentivada e apoiada, mesmo quando a autonomia se apresenta prejudicada. Imagine uma pessoa diagnosticada com Alzheimer que tem dificuldade para planejar o seu banho sozinha, mas consegue executá-lo com orientações de alguém. Essa pessoa tem a autonomia comprometida, mas é independente.

A capacidade de tomar decisões (autonomia) e executá-las (independência) pode ser impedida por adoecimentos físicos e mentais, além de restrições econômicas e educacionais. Além disso, diante de situações de dependência, a autonomia da pessoa idosa é desconsiderada. Ou seja, se ela não é parcial ou totalmente capaz de executar uma ação, é considerada incapaz de decidir. Tal observação ocorre tanto no contexto familiar como no institucional. A principal consequência disso é o desenvolvimento de atitudes negativas, que prejudicam o bem-estar físico, mental e emocional dessas pessoas.

A condição de dependência é um dos mais frequentes medos relatados por pessoas 60+. Dar suporte e incentivo à manutenção da funcionalidade, pelo maior tempo possível, é uma meta a ser alcançada na atenção à saúde da pessoa idosa. 

Veja com as pessoas com quem você trabalha o que elas fazem para manter a sua autonomia e independência.

Discuta com elas sobre isso.

Utilize o “saiba mais” abaixo para ajudar nessa conversa.

Por: Vanessa Biscardi

INICIATIVA

Programa Envelhecimento Ativo UFMG: www.envelhecimentoativoufmg.com.br 

Terapeuta ocupacional Cecília Xavier – Canal no YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCrTz6mhTUx_weCpP-8ULbCQ

Avós da razão – Gilda, 80 anos, Helena, 93 e Sonia, 84, criadoras de conteúdo em @avosdarazao no Instagram

SAIBA MAIS

Materiais

Cartilha sobre envelhecimento ativo e saudável da secretaria de saúde de Tocantins:  https://central3.to.gov.br/arquivo/40263

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