Cuidando do corpo

Quando falamos em saúde, a primeira coisa que nos vem em mente é a nossa saúde física. Costumamos acreditar na ideia de que se nossa pressão é normal, não somos diabéticos e nossos últimos exames de sangue estão normais, nossa saúde está ótima.

Acontece que essa ideia sobre a saúde é extremamente superficial e leva as pessoas a se preocuparem apenas em descobrir e tratar possíveis doenças.

Precisamos ir muito além disso, precisamos viver de maneira saudável para prevenirmos doenças. Precisamos também entender que a saúde física depende muito dos nossos hábitos de vida, como a alimentação, o sono, o nosso grau de atividade física e outros, mas ela é resultado também da nossa saúde mental e emocional e da forma com que nos relacionamos com as outras pessoas e com o mundo.

As pessoas hoje buscam ter saúde se medicando em excesso. Um dos grandes problemas a serem enfrentados é esse consumismo atual refletido na relação da nossa sociedade com os medicamentos. 

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), saúde é o estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença. Esse conceito de saúde foi criado em 1948 e deve sempre ser relembrado por todos e, principalmente, pelos profissionais de saúde e lideranças que ajudam outras pessoas a trilhar o caminho de uma vida saudável.

Citarei abaixo alguns pontos importantes que merecem ser reforçados para orientarmos melhor as pessoas quanto à saúde:

✔ estilo de vida saudável – hoje temos acesso a uma extensa literatura a respeito do estilo de vida saudável. É importante saber que, ao incentivarmos as pessoas em relação à melhoria de um hábito de vida, aumentamos a chance dessa pessoa, ao se sentir bem, ser estimulada a mudar outros hábitos. Para facilitar o entendimento a respeito dos hábitos de vida, foram definidos seis pilares que sempre devem ser analisados e contemplados nos planos de melhoria, são eles: alimentação, atividade física, sono, redução do estresse, controle de tóxicos e a socialização;

✔  rotinas e check-ups – é importante orientar as pessoas a respeito da necessidade de manter suas avaliações de saúde de rotina e check-ups em dia. A frequência dessas avaliações depende da idade e da saúde de cada um e pode ser definida por seu médico de referência;

✔  medicamentos – deve-se orientar as pessoas quanto ao risco da automedicação e do uso excessivo de vitaminas e fitoterápicos. Os medicamentos devem ser vistos como um instrumento para alcançarmos uma saúde melhor e só devem ser usados quando forem prescritos por um médico. 

É importante pensar e investir na saúde integral (física, mental e emocional) para todos. 

Por: Dra. Juliana Elias Duarte

INICIATIVA

Hoje, existem diversas iniciativas relacionadas ao estilo de vida saudável que estão acessíveis por meio de plataformas virtuais e redes sociais. Existem canais no YouTube e perfis do Instagram e Facebook que se dedicam à realização de exercícios físicos, meditação e orientação alimentar, por exemplo.

O Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida reúne diversos profissionais especialistas no assunto e no site https://cbmev.org.br/medicina-do-estilo-de-vida/ você poderá acessar informações e aprender ainda mais.

SAIBA MAIS

Abaixo, cito textos que ajudarão você a aprofundar um pouco mais seu conhecimento até aqui. 

🔗https://www.uai.com.br/app/noticia/saude/colunistas/juliana-duarte/2020/01/07/noticias-saude,254621/cinco-dicas-para-se-chegar-aos-100-anos-de-idade-com-saude.shtml

🔗https://institutocpfl.org.br/evento/cafe-filosofico-cpfl-a-revolucao-da-longevidade-com-alexandre-kalache/

🔗https://www.mevbrasil.com/post/estilo-de-vida-saud%C3%A1vel-ap%C3%B3s-os-60-o-mundo-n%C3%A3o-est%C3%A1-preparado-e-voc%C3%AA

 

 

Continue a sua jornada

Contempla a visão de vida holística e integral, em que temas como história de vida, relação com o tempo, propósito e finitude são a base para a construção da longevidade.

Aborda a saúde de forma integral, considerando fatores físicos, mentais e emocionais para uma vida ativa com foco na longevidade.

Aborda a importância das relações sociais na construção de vínculos de cuidado, o encontro de gerações e o enfretamento ao ageísmo além da participação social e garantia de direitos.
Traz a lente da inovação no curso da vida com temas relacionados à tecnologia, moradia, finanças, trabalho, ocupação do tempo e urbanismo na perspectiva da inclusão da pessoa idosa na sociedade.