Morar sozinho na velhice – perspectivas e desafios

À medida que envelhecemos, vivenciamos uma série de reflexões sobre nosso estilo de vida e moradia. “Com quem desejo morar na minha longevidade?”. “Em que tipo de ambiente me sentirei mais confortável para viver?”. “O que é imprescindível para me sentir em casa?”

Existem vários formatos possíveis de moradia, e essas são algumas perguntas importantes para guiar a tomada de decisões sobre onde morar na velhice. 

Neste texto e no próximo, vamos abordar duas perspectivas diferentes e ajudá-lo a clarear tanto os pontos positivos quanto as possíveis dificuldades. 

Vamos lá: morar sozinho

Para algumas pessoas, morar sozinho representa liberdade e independência. Para outras, pode trazer inseguranças e preocupações que dificultam o dia a dia.

De forma geral, os pontos importantes sobre o morar sozinho são: 

  • Liberdade: morar sozinho pode oferecer uma sensação de autonomia e liberdade, permitindo que as pessoas mantenham sua independência e tomem suas próprias decisões sobre suas atividades diárias.
  • Autonomia e independência: autonomia é ter a possibilidade de escolher sozinho o que fazer e como fazer. Independência é conseguir fazer sozinho. A sensação de conseguir fazer tudo sozinho é ótima, mas isso requer cuidado. Ainda mais quando há alguma dificuldade em mobilidade, algumas atividades podem ser perigosas, como fazer uma faxina ou subir numa escada. Mesmo morando sozinho, há sempre a possibilidade de pedir ajuda para alguém. Não há porque ter vergonha em pedir ajuda. 
  • Conforto e familiaridade: a casa é um lugar de conforto e familiaridade, onde foram criadas memórias preciosas ao longo dos anos. Morar sozinho pode significar continuar desfrutando desse ambiente conhecido e aconchegante.
  • Manutenção do Ritmo de Vida: ao morar sozinha, a pessoa geralmente tem mais controle sobre sua rotina diária e pode adaptá-la de acordo com suas preferências e necessidades individuais.
  • Isolamento Social: um dos principais desafios de morar sozinho na velhice é o risco de isolamento social. A falta de interação regular com outras pessoas pode levar à solidão e afetar negativamente a saúde mental e emocional.
  • Segurança e Bem-Estar: viver sozinho pode aumentar o risco de acidentes domésticos e problemas de saúde não detectados. A falta de apoio imediato pode dificultar lidar com emergências e garantir a segurança e o bem-estar contínuos.
  • Acesso a Serviços e Apoio: morar sozinho na velhice pode dificultar o acesso a serviços e apoio, como cuidados de saúde, transporte e assistência domiciliar.

Ao escolher morar sozinho, é importante que a pessoa tenha consciência de que isso não implica em não conviver com outras pessoas, pelo contrário. É muito relevante que, mesmo que opte por isso, o 60+ mantenha suas redes de relacionamento e apoio. Além disso, é interessante pensar em adaptações e tecnologias que possam facilitar o dia a dia, prezando pelo bem-estar e segurança da pessoa. Por exemplo, câmeras, dispositivos de ajuda remota, equipamentos de automatização de casa, barras de apoio, dentre outras opções. 

Com planejamento e recursos adequados é possível viver essa escolha de forma saudável e autônoma!

Escrito por Mariane Coimbra e Gabriella Zubelli 

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