Novas formas de morar
Existe uma moradia ideal no envelhecimento? Não. As pessoas são diferentes. Isso, por si só, já define que haverá gostos e preferências diferentes. Nosso papel como comunidade é trabalhar para que a cidade ofereça diferentes opções e soluções.
A maneira mais comum de moradia é permanecer na residência onde passou a maior parte da vida. Ela supre muito da segurança emocional e do sentimento de pertencimento, familiaridade e uma já desenvolvida rede social.
Veja, aqui, algumas formas de morar e discuta com as pessoas com quem você trabalha se elas já pensaram sobre isso. Apresente a elas as alternativas de moradia que existem para além da própria casa.
Casa de familiares: após envelhecer na própria casa, uma das maiores tendências no Brasil é morar com algum familiar. O principal nessa forma de moradia é entender que a pessoa idosa não é visita, nem intrusa. A moradia passa a ser dela também, devendo participar das decisões da casa e da divisão de tarefas das rotinas diárias.
Residencial sênior: essa tem sido um desejo das pessoas que querem manter a independência, mas que buscam por facilidades na rotina e algum tipo de suporte. O residencial sênior costuma ser um edifício com unidades independentes e que oferece um mix de serviços. Eles incluem limpeza do apartamento, lavanderia, passeio com pets, refeições, até mesmo suporte à saúde. Esse último com gestão de medicação, fisioterapia e tudo que uma empresa de home care pode oferecer. Tudo isso pago apenas quando usado e incluso no condomínio. Esses edifícios possuem uma infraestrutura focada em acessibilidade, com portas e corredores mais largos e banheiros acessíveis nos apartamentos.
Coliving: com amigos ou desconhecidos, essa vertente foca no compartilhamento de um mesmo imóvel. As duas grandes vantagens são a convivência social, que naturalmente acaba ocorrendo, e o alívio financeiro. Afinal, as despesas principais, como aluguel e luz, são divididas. Alguns cuidados devem ser tomados, como estabelecimento de limites e regras para manutenção da privacidade de cada morador.
Cohousing: a intenção é compartilhar o espaço e as atividades. Ele é encarado como um modo de vida. Montar um Cohousing implica em, no mínimo, três etapas:
✔ formar um grupo e entrar em um consenso sobre a visão e forma de morar;
✔ comprar um terreno ou imóvel e realizar os projetos;
✔ construir ou comprar e viabilizar, na prática, o conceito original com as rotinas diárias divididas entre os moradores.
São condomínios de casas onde as famílias possuem sua privacidade. Porém, a área comum é de todos e as atividades cotidianas, como refeições, assistir à tv e jogar um baralho, são realizadas nesse local.
ILPI: as ILPI (Instituição de Longa Permanência para idosos) estão chegando com uma programação pensada para manutenção da saúde e estímulo físico e mental. Com uma agenda social animada e atividades para todos os gostos, as ILPI têm se mostrado uma boa opção. Principalmente para quem precisa de mais suporte à saúde ou mesmo quer ter mais segurança no processo de envelhecimento.
Você, como líder, deve orientar as pessoas antes de definir outra forma de morar que não seja a sua casa. É preciso que elas marquem uma visita, conheçam mais de um lugar e conversem com as pessoas. Isso ajudará muito na escolha e na adaptação a uma nova forma de morar.
Por: Flávia Ranieri

INICIATIVA

Aquarela Sênior – ILPI: https://aquarelasenior.com.br/

SAIBA MAIS

Site voltado para o compartilhamento de moradias: https://coliiv.com/

Vídeo com exemplo de residencial sênior analisado por Flavia Ranieri: https://www.youtube.com/watch?v=ni-oEK2MRGE&list=PLBps8Nec__oP3CXsdbu-TZo0z1tsrFpzv&index=8&t=1116s
Saiba mais sobre o Cohousing em: https://www.youtube.com/c/COHOUSINGBRASIL
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