CAPACIDADE FUNCIONAL É SINÔNIMO DE INDEPENDÊNCIA

A funcionalidade considera todos os aspectos funcionais do indivíduo que envelhece, desde a saúde física e mental até as condições socioeconômicas e a capacidade de autocuidado. Ela é base do conceito de saúde da pessoa idosa, definida como a capacidade de gerir a própria vida (independência e autonomia) e cuidar de si (autocuidado). 

A independência relaciona-se com a habilidade de realizar, sem auxílio de outras pessoas, as atividades de vida diária. A autonomia é a capacidade que o indivíduo tem de tomar decisões e gerenciar a sua própria vida. As atividades de vida diária são divididas em “Atividades básicas de vida diária”, aquelas relacionadas ao autocuidado — banho, alimentação, continência, vestir-se, caminhar dentro do cômodo — e as “Atividades instrumentais de vida diária”, relacionadas a tarefas mais complexas, como usar o telefone, fazer compras, preparar refeições, cuidar da casa, utilizar transportes, controlar a vida financeira, gerir seus medicamentos etc.

A capacidade funcional pode ser definida como a habilidade de executar as tarefas cotidianas, simples ou complexas, necessárias para uma vida independente e autônoma na sociedade. Uma boa capacidade funcional relaciona-se com os aspectos físicos, cognitivos e emocionais da pessoa. Outro detalhe importante: é possível a pessoa apresentar doenças crônicas e manter a capacidade funcional preservada, desde que as doenças estejam sob controle. Por outro lado, uma pessoa hipertensa e diabética, cujas doenças não estejam sob controle, poderá sofrer complicações e sequelas que comprometem sua capacidade funcional.

É possível estar dependente para algumas atividades diárias, necessitar da ajuda de terceiros para alimentação e banho, e estar apto a tomar decisões sobre a sua própria vida. Contudo, quando a pessoa idosa apresenta dificuldades para realizar atividades de vida diária, ela passa a demandar a ajuda de um terceiro. Essa dependência para uma ou mais atividades do cotidiano pode comprometer, também, a autonomia da pessoa. Por isso, é necessário diferenciar esses termos e reforçar que essas condições são independentes entre si.

Para avaliar a capacidade funcional de uma pessoa idosa, os profissionais de saúde utilizam testes de rastreios em várias áreas, incluindo a cognição, o humor, a mobilidade e o equilíbrio, as atividades básicas e instrumentais de vida diária, os aspectos nutricionais e de alimentação, o suporte familiar e social, entre outros. Uma vez avaliada a capacidade funcional é possível identificar os riscos e as demandas específicas da pessoa para orientar o plano de cuidado, prevenindo prejuízos na qualidade de vida da pessoa idosa.

Algumas atitudes são importantes para a qualidade do envelhecer, e elas devem estar presentes ao longo da nossa vida. Lembrando o Dr. Alexandre Kalache: nunca é tarde para começar, mas quanto antes melhor.

REFERÊNCIAS:

Escrito por Mariane Coimbra e Juliana Duarte 

PARA SABER MAIS:

 

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